Jogadores Mimados? O que Fazer?

O Blog do Rpgista Alexandre recebeu uma mensagem de um mestre de jogo com sérios problemas com integrantes do seu grupo de RPG. Eu não estou surpreso com os comentários deste mestre, durante um bom tempo em que estive participando de comunidades do orkut sobre RPG, assuntos do gênero são muito frequentes. Aliás, a Elisa já comentou por aqui sobre jogadores irritantes e frescuras durante jogos de RPG.

Mestres desesperados com jogadores chatos e mimados que atrapalham a mesa devido a tamanha infantilidade, individualismo e falta de bom-senso presentes em cada um deles, algumas em proporções menores e outras maiores. E como havia mencionado lá nos comentários do Blog do Alexandre, compreendo absolutamente que o papel do mestre seja oferecer diversão para seu grupo de jogadores, sem preconceito e distinção, mas por outro lado o mestre também tem o direito de se divertir, afinal este também é o segredo para a campanha fluir e tornar-se interessante, já que ninguém vai se motivar quando esta sendo forçado a assumir uma responsabilidade. Abaixo, segue a mensagem do mestre vítima e meus comentários, procurando auxiliar este mestre.

 

MESTRE : Eu sou o mestre do grupo onde jogo (sou o mestre fixo, pois ninguém gosta de narrar). As vezes os jogadores sofrem em minhas mãos, mas eu explico porque. No nosso grupo (somos 9 ao todo), apenas eu (que sou o mestre) e mais 1 garota, jogam RPG pela vontade de interpretar personagens, eu sempre tento fazer o melhor para narrar, mas de que adianta? Os outros jogadores não ouvem, é como gastar saliva. Os outros 7 jogadores só pensam em uma coisa: “UPAR, ganhar dinheiro, e virar o mais poderoso do grupo.” Interpretação de personagens? Que que é isso? Uma vez perguntei a um deles por que jogava RPG, e ele respondeu:”Acho legal, ainda mais porque quase sempre sou o mais poderoso.” Você deve estar pensando:”Que que esse louco ta falando afinal?”

Minha Opinião: Veja bem, cada integrante do grupo tem o direito e total liberdade para escolher sua forma de diversão. Claro que equilibrar estes desejos em jogo é uma boa maneira de evitar futuros problemas e também é um boa forma de manter todos atentos para a campanha. Compreendo perfeitamente o quanto o Roleplay é fundamental, mas combates são importantes para o desfecho de cenas e fatos de uma campanha, e através deles que as habilidades do personagem são testadas, existem muitos méritos em combates, principalmente quando são pontos importantes da campanha e não são somente um “encontro aleatório de verão“. 

Ainda assim, seu desejo é focar o Roleplay, então converse com seus jogadores antes de uma sessão, procurando estabelecer formas para incentivar a interpretação em seus jogos e o trabalho em equipe.

Pede pra saí, Mestre!

MESTRE: Na minha opinião, RPG com os jogadores overpowers fica sem graça. Outro dia quando eu estava jogando (o personagem do jogador ainda era level 6), ele me pergunta: “Não vai acontecer nada?”, coloquei um monstro pra ele enfrentar, matou ele em menos de 5 rodadas, não era qualquer monstro (não me recordo o que era, mas eu sei que era forte, bem forte). Dai o jogador reclama que o RPG ta sem graça. Parei de narrar por ali e falei que se eles quisessem jogar que procurassem outro mestre, ou sei lá e fui embora, nem sei o que aconteceu. Eu desisti de narrar para personagens overpowers. E não é overpower por causa de nível, e sim por causa de magias e um monte de coisas, itens e talz.

Minha Opinião: Ok, 5 rodadas não é tão ruim assim, mas depende de que forma este combate é realizado. Somente rolar os dados no combate? O típico combate lango-lango, no Eu Ataco, Tu Atacas, Ele Ataca… e assim vai longe, não é a melhor das maneiras.

Um personagem do nível 06 não é tão poderoso, personagens dependentes de magias ainda são vulneráveis, mesmo que seja em menor escala. Existem criaturas que possuem entre suas habilidades similares à magia, a capacidade de criar campos anti-magia, dissipar magias e drenar níveis, enquanto outras são mais resistentes, e estas qualidade especiais características são imunidades, resistência à magia e reduções de dano. Caso os combates estejam tornando-se cada vez mais fáceis, lembre-se do quão é importante o ambiente do combate, ou seja o local onde é realizado o desafio e como isso pode favorecer as habilidades dos inimigos dos personagens, exemplos simples estão em elementais e criaturas marinhas. Recomendo outros exemplos, ouça o Podcast do Rolando 20, Episódio 25 – Turbinando Encontros e o NitroCast 04, Cenas de Ação Emocionantes!



MESTRE: Dai você pensa: “Ta é só você fazer um limite.” Ai é que ta o problema, por isso escrevi controle dos mestres. Eles simplesmente não concordam com nada que eu digo. O pior foi uma coisa que um deles falou: “Cara você não pode ir modificando as coisas assim, se você continuar assim eu vou gravar uma partida e enviar por e-mail te denunciando por “má conduta de mestre”. Daí tu vai recebe um certificado dizendo que não pode mais mestrar.” (O.o), Se alguém disser que isso pode, eu juro que corto meus pulsos. Tipo e eu só tava querendo mudar o preço de uma mercadoria que no livro dizia tal preço e eu queria diminuir por ser um preço exagerado por algo tão ruim (a gente não segue 100% o livro). Dai se eu tento mudar qualquer coisa já não posso. Tentei retirar a magia do RPG, porque eles só queriam usar magia poderosa em nível baixo, e se eu a modificasse, não podia, eles não aceitaram a idéia (um cara se estirou no chão e berrou pra poder começar no nível 1, invocando uma chuva de meteoros capaz de destruir uma cidade).

Minha Opinião: Eu lhe aconselho a não alterar diversos pontos no sistema de regras, principalmente quando isso favorece para que os personagens tornem-se mais poderosos, como através de magias e itens mágicos. O jogador quer uma magia de níveis superiores, ele pode ter, desde que o nível de seu personagem permita! Se logo em níveis iníciais eles tem praticamente tudo que desejam, como vão realmente se divertir?

Não existe uma expectativa de desafio, como tal também não existe de progresso, afinal o personagem não almeja mais poder, pois ele já o tem. Esta facilidade de adquirir poder torna os jogadores mal-acostumados e mimados, diminuindo drásticamente seus esforços, seja In-Game ou Off-Game, resultando também em combates rápidos e desequilibrados. Vale lembrar que a mecânica de D&D 3.5 em níveis intermediários, 10 ou mais níveis, descamba totalmente, sendo que os níveis de desafios de criaturas acima do décimo são, na maioria das vezes, imcompatíveis.

Os seus jogadores estão passando a perna em você deslavadamente. Sem perdão, vergonha ou piedade. Querem modificar as regras para que elas passem a lhes beneficiar, mas não querem deixar você impor qualquer limite. [2] – Aqui é onde eu concordo com o Rpgista!

Mestre,vamos preparar dragão ao molho,ok?

 

MESTRE: Resumindo eles queriam mandar no RPG, e eu só servia para mostrar como era o cenário e os inimigos. É uma experiência minha que queria compartilhar e ver a opinião, além de ver se as pessoas tem resoluções e tal, ou se já passaram por algo parecido.

Obrigado,

Minha Opinião: Imagino que todos presentes na mesa são iniciantes no RPG, e acho importante para todos, especialmente para o mestre, manter contato com outros jogadores mais experientes. Procure novos integrantes ou um novo mestre que tenha um pouco mais de experiência em jogo, e participem de eventos e de outros grupos. Não limite sua criatividade e diversão somente ao grupo de jogadores de sempre, procure novas opções e exemplos práticos em outras mesas.

Mestre Tirano mode-on: Seja intolerante contra a infantilidade de seus jogadores, não aceite chantagem ou papos furados. Utilize o bom-senso como escudo e os erros do passado como arma. A última palavra é sua, seja imparcial, seja um mestre de RPG. Ninguém quer escutar? Encerre a sessão e tente na próxima! Se alguém lhe enganar na mesa através do sistema de regras, seja cordial e retribua o favor na mesma moeda. Engane ele também, arranque tudo. Drene níveis, envelheça os personagens com fantasmas, dissipe magias de itens mágicos, roube grimórios, apelação na mesma medida.

 

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9 comentários sobre “Jogadores Mimados? O que Fazer?

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  2. Sabe o que foi isso? Falta de tapa.

    Eu não sou um adepto convicto desse lance de Old School, mas na minha opinião o clima desse tipo de jogo é que molda jogadores mais conscientes. No caso desse mestre, os jogadores não tinham mais medo de nada que acontecesse na mesa pois o próprio mestre não exercia a autoridade que esse “cargo” precisa.

    Em meu grupo, quando um jogador ou mestre está lá só marcando presença (quando o jogador está desconcentrado ou o mestre sem vontade de narrar) dizemops que ele está como “passageiro da agonia” só esperando o pior acontecer.

    Se fosse comigo eu largaria o grupo, sem dúvidas. Se meu estio de jogo for outro e eu não estou me divertindo não existam motivos para eu continuar.

    Meu conselho: saia do grupo com sua amiga e formem outro, simples assim.

    Abraços

  3. Eu aproveitaria que o grupo tá grande, 10 pessoas em uma mesa, isso não é um grupo é um batalhão. E faria uma verdadeira caça as bruxas.

    Aqueles com os quais eu me sentisse melhor mestrando ficam, os outros que montem um grupo próprio (antes que falem já fiz isso, sim, não sou o tipo de pessoa popular). Seis pessoas (Mestre + 5 Jogadores) é um número mágico para mim, as vezes meu grupo tem mais pessoas mas, para cobrir eventuais faltas.

    Agora PQP !!! Cair no chão berrando !! Eu chutava o sujeito e mandava ele levantar.

  4. bem situação dificil e muito ruim de degustar sei bem o que está acontecendo pois passei por uma situação parecida e diferente ao mesmo tempo, como são um peso esses jogadores mimados, tenho uma historia assim para contar vou postar o link do blog por favor deem uma olhada http://falandoderpg.blogspot.com/

    E em relação ao grupo citado este mestre tem que tomar algumas medidas, a primeira seria conversar com os jogadores dizer que não está satisfeito e que está se desmotivando se isso não resolver e as frustrações continuarem o unico jeito é pular fora separe o joio do trigo arrebate os seus eleitos para sua nova mesa de jogo, mas se ao olhar todos os seus jogadores e vc estiver em meio a sodoma e gomorra não tenha pena queime este grupo e procure outro e por favor não olhe para tras porque se não como a mulher de Ló você vai se arrepender e virá uma estatua de sal

    nenhum mestre merece tal situação saia dessa o mais rapido possivel

  5. Numa mesa em que era jogador vi uma das maiores babaquices de todos os tempos, um dos jogadores suicidou seu personagem (ele não queria mais jogar com o mesmo) e fez outro, ate ai tudo bem.
    Mas na maior falta respeito, criou outro personagem só para matar o personagem de outro jogador, ele e mais outro jogador montaram um personagem apenas com essa finalidade, o mestre tentou explicar que não achava isso legal mas foi pressionado.
    Me manifestei, disse que se eu estivesse metrando não permitiria e ponto, o mulambo vem com o papo furado que mestre não e um ditador e que não podia fazer isso, só falei uma coisa para o jogador mimado e mulambo, Onde termina seu direito de diversão começa o de outros jogadores e do mestre!
    Nem assim o dito cujo arrogante percebeu que tava mandando bola fora.
    Fato interessante ele só queria matar o personagem do outro jogador, pq em outra campanha, a 2 anos atrás esse jogador tinha matado o personagem de um terceiro, fato ocorrido pq esse terceiro avia se juntado com um grupo de demônios e tento matar o grupo, Fala serio um jogador desse tem q tirar as fraldas e para de MIMI!

  6. Bem, eu tenho uma regra pessoal que me motiva a narrar (isso levando em consideração que não se trata de eventos, palestras ou akele famoso vapt-vupt) falo de campanhas akelas q demandam tempo e bastante planejamento, e lógico q qualquer mestre espera no mínimo de seus Pj’s pelo menos respeito e consideração e estas são atitudes ou atribuições q só se encontram em um grupo de amigos.
    Partindo desse pensamento que digo:
    “Só mestro, ou narro, pra amigos e com um único objetivo: DIVERSÃO!”
    Se não atender nenhum dos requisitos acima eu nem me manifesto.
    A idéia central de qualquer rpg sempre foi proporcionar diversão, se isso não tiver acontecendo, fuja, “saia correndo como se não houvessse amanhã!”, pq isso deve ser qualquer outra coisa, menos RPG.
    A minha última experiência foi frustrante, pois chamei um grupo de pessoas q não eram amigos mas, aparentavam grande conhecimento de RPG. Como diria o Capitão Nascimento… UM BANDO DE FANFARRÕES!!!
    Jogavam o tempo todo contra o mestre (no caso eu), como se disputassem alguma coisa sempre aptos a perderem longos períodos em discussões banais… resumindo … um saco!!
    Não pensei 2 vezes, abandonei o grupo e fui a procura de amigos, ainda q iniciantes, mas, muito mais prazeroso.

  7. eu sinto meu caro amigo KiKo mas estas coisas acontecem mesmo que entre amgos e parentyes, eu sou vitima passa lá no meu blog e vc verá o que aconteceu comigo

    falandoderpg.blogspot.com

  8. Pô de boa coloca todo mundo pra correr, se o mestre não se diverte tanto quanto os outros jogadores (sim, muitos se esquecem mas o mestre também é jogador) não tem rpg!

    Tem que deixar bem claro na mesa quem é o mestre e que se ele quiser pode modificar qualquer regra de qualquer livro que seja, o importante é a diversão de todos.
    Jogadores só chegam a esse ponto de sacanagem se as narrativas conduzem a isso.

    Converse com o pessoal, se não adiantar manda todos para aquele lugar e arruma outro grupo.
    Jogadores precisando de um mestre é o que mais tem em qualquer cidade, pode acreditar!

  9. Cara, isso não pode ser verdade. É absurdo demais! Já tive muito stress com jogadores, mas isso aí é surreal. O negócio é cair fora mesmo, não tem o menor motivo pra um narrador deixar de se divertir, já que a diversão é o único pagamento desse trabalho escravo.

    Pessoal, ponham em mente que RPG é diversão. Quando se está jogando bola e tem um mané enchendo o saco, todo mundo põe pra fora. Quando a maioria não te agrada, você é quem sai. Façam isso no RPG também e deixem o stress para a vida real.

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